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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Acróstico Paterno II (Tiago Nascimento)

manu

meu coração te aguarda
a imaginar-te tão linda
no afã das horas que passam
o teu sorriso me anima
e apesar de não vê-lo
lo presiento por El cielo azul.
así me queda certeza, será mono, muy rico, Manu.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Feriado (Tiago Nascimento)

-Passou...
-Hein?
-Era ali, não viu a placa. Enorme!
-Distração...
-Sei. Estava era olhando a menina de azul do outro lado.
-Que menina?
-Te faz...
-...
-É por isso que detesto sair contigo. Ainda mais no feriado. Você sempre se perde!
-Não estou perdido. É só fazer o retorno...
-Mas onde? Daqui a 20 quilometros?
-Não, deve ter um por aqui, sempre tem.
-Você sempre reclama que os retornos são longe um do outro, duvido que ache um em menos de dez minutos.
-Clama, temos o fim de semana inteiro.
-Inteiro uma ova! Metade dele tá indo pro ralo, pela sua falta de atenção! Vai ser igualzinho da última vez.
-Quer saber?! Cansei! Chega.
-Hum?
-Você só sabe reclamar! Podia ter avisado da entrada. Assim como naquele dia. Depois a culpa é sempre minha.
-Nhem, nhem, nhem. Não sou eu que estou dirigindo...
-Mas quando não é pra avisar você enche o saco, quando precisa cadê?
-...
-Pronto, ali, falei que era perto.
-Burro!
-Hein?
-Isso não é um retorno, é a entrada pro elevado da marginal.
-Ai que saco.
-Volta.
-Não dá, é mão única.
-Agora vamos ter de achar outro retorno pra chegar no retorno. Por que não presta atenção no que está fazendo?
-E você deixa!? Não para de atucanar o cara meu!
-Mas você é incrível né? A culpa é sempre minha! Você sempre tem razão...
-Mas é uma verdade... Olha ali! Uma rua, vou entrar.
-Vê lá hein?
-Não, vai dar certo. Agora é só voltar pra rodovia...
-Meia hora perdida...
-Não deu nem dez minutos!
-...
-...
-...
-E então?
-Então o que?
-Satisfeita?
-Hunf... Vê se não vai entrar na marginal de novo!
- Vai ser uma longa viagem...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Hoje é terça-feira (Tiago Nascimento)

Hoje é terça-feira. Uma modorrenta e insossa tarde terça-feira. Dessas que só as terças sabem ter. O que me leva a seguinte indagação: existe dia mais insosso e sonso do que a terça?


A sexta-feira (e por associação a quinta-feira) é o dia mais esperado e festejado da semana trabalhada. Do outro lado vemos a segunda-feira que tão indesejável se afigura, de modo que monopoliza toda a dor, lamúria e ódio de ser início de semana e relega à terça-feira o ocaso do sentimento zero. Nenhuma palpitação, positiva ou negativa resta à pobre terça. Ainda se fosse a singular quarta-feira que transpirando seriedade divide a semana-útil ao meio...


Mas enfim, o que são as terças-feiras? Ou melhor, o que não são as terças-feiras?
* Não são mais o início da semana.
* Não fazem parte do festivo fim desta.
* Tampouco se configuram em sua singular metade.
Conclusão óbvia? As terças-feiras são um adendo desnecessário, assim como o são o dedo mínimo e o cóccix. E esses dois, resquícios tardios de um processo evolutivo que segue sua lenta e inexorável mutação me levam a crer que a terça-feira talvez seja apenas um lapso cultural do nosso calendário. Precisamos corrigir esse lapso! Precisamos modernizar o calendário!


Proponho aqui minha campanha: vamos abolir a terça-feira...

sábado, 22 de dezembro de 2012

Sobrevivente do Fim do Mundo (Tiago Nascimento)

Dormira até mais tarde no dia 21. A se confirmar as previsões seria o último dia de existência do mundo. Por que não esticar a derradeira manhã de vida?
Mas o mundo não acabou. Ele ficou feliz. A despeito dos temores da véspera, ao amigo que encontrou logo cedo no dia 22 confessou: nunca levei muito a sério essa possibilidade.
Alegre, planejava comemorar a sobrevivência na balada no sábado à noite. Mas não chegou lá. Cem metros antes o carro derrapou, saiu da pista, atropelou um poste e dois pedestres.
Os pedestres passam bem. Ele e o poste nem tanto.
Uma bela maneira de se começar um mundo novo...

acidente

sábado, 22 de setembro de 2012

Pornografia Carnívora (Tiago Nascimento)

Pegou-lhe com firmeza
- Eu vou comer você sua vaca!
Era uma vez um hambúrguer.

Agarrou-a com destreza
- Eu vou comer você sua vaca!
Era uma vez uma virgem...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Zumbi (Tiago Nascimento)

Mudado Modificado Morto
Nasci um e vivo outro
Morro a cada opção que faço
A cada mutação que passo
A cada escolha A cada passo


Transformado Reformado Outro
Nasci vivo e vivo morto
Um suicídio não previsto
Uma inequação Um rabisco
Quem sou eu? Ainda existo?

domingo, 22 de julho de 2012

Silêncio (Tiago Nascimento)

Helena parou abaixo dos umbrais da porta e sorriu. Disse de si para si que já era. Que já não estava mais ali quem sofreu, quem penou. Pensou rapidamente um verso, uma antiga canção popular, nenhum deles lhe ocorreu no momento, mas deu de ombros. Na hora do recomeço a melhor música pode ser o silêncio.

domingo, 20 de maio de 2012

Brumas (Tiago Nascimento)

Hoje eu acordei com medo,
medo de cair
Um precipício de sonho
formou-se por aqui
Minhas pernas não se firmavam
tive de ficar
Mais dois minutos na cama
antes do despertar.

Minhas dúvidas, meus medos
são partes do que eu sou
se resolvo não acordar ceedo
te pergunto: o que mudou?

Vejo da minha janela sombras
feitas pelo sol ao se mover
Veja que ironia: um brilhante astro
fábrica de escuro ser
E o meu rosto no espelho
sei que logo vai mudar
mesmo se o rubor vermelho
nunca me abandonar.

Minhas certezas e coragens
fazem parte do eu que sou
se opto pela verdade
te pergunto: o que mudou?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

3 palavras (Tiago Nascimento)

Esperança.
espero o ônibus passar na minha rua
quero que ele pare, mas a luta continua
a luta contínua da vida por sobreviver
vejo a vida que passa e eu sem a viver.


Fé.
amanhece e faz frio na praça onde acordei
logo busco na cachaça o calor que não encontrei
aqui nesse banco de praça, passo o dia e vejo bem
que há uma evolução possível; do ônibus pro trem


Realidade.
faço de conta que eu não sei do amanhã
pode até não ser como hoje, mas sou o bicho na maçã
que é a cidade purulenta, eu conheço o meu lugar
acredito na fé e na esperança, mas nada mudará.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Diferenças (Tiago Nascimento)

Não sei por que eu sempre confundo histórias reais com sonhos azuis.
Nada mais antagônico.
Nada mais antagônico? Existe algo assim.
Eu.

Se te digo: amor, pode não durar doze minutos.
Se te convido pra sair, melhor confirmar logo.
Se te prometo lavar a louça, melhor não acreditar.

Se lhe digo amor, beije-me logo, antes que a paixão acabe, antes que a roleta gire, antes que a roda gigante pare, antes que seu pai volte, antes que o filme acabe, antes que outro EU venha em meu lugar.
Posso não durar até amanhã. Aproveite agora!

Se eu confundo estórias azuis com sonhos reais, você me corrige.
Se lhe venho sorridente, é motivo pra você achar que mudei.
Pode ser, não sei, é provável que não, mas há uma grande chance de ser sim.
Não sei o porquê, mas sei que é assim.
Não crer nas bruxas, elas mentem.
As fadas também.

09/09/2010

terça-feira, 20 de março de 2012

Descrença (Tiago Nascimento)

Uma noite os homens olharam para cima e perceberam que não podiam explicar as estrelas, o céu, as nuvens nada. Então criaram a mitologia.

Um dia um homem olhou para dentro de si e viu que tinha todas as respostas e também perguntas que ninguém formulara. Estava criada a filosofia.

E hoje eu olho pra Terra, pros seus habitantes, com meu crítico olhar de pessimismo e descrença; para onde é que essas pessoas estão a nos levar?





segunda-feira, 5 de março de 2012

Receita Genérica* (Tiago Nascimento)

1 xícara de arrependimento

2 colheres de amargura

42 sacos de carência afetiva

1/2 copo de loucura pura e simples

4 folhas de sonhos não realizados

2 xícaras de tristeza

1/2 saco de inveja boa

1 pitada de inveja má (Que ninguém é de ferro…)

5 colheres das de sopa de incompreensão

5 turmas de quintas séries

2 horas de lentidão no trânsito

1 mudança no acordo ortográfico da língua portuguesa

1/2 colher das de chá de programação ruim na TV

8 fardos de corrupção na política

7 toneladas de lixo tóxico radioativo

6 biscoitos da sorte chineses feitos pelo Mandrake

5 doses de uísque paraguaio

4 xícaras de ignorância

3 segundos de atenção por favor

2

1

ZERO:

BUM!

* Pode ser qualquer coisa. A bomba perfeita e definitiva, a fórmula do amor, o último número antes do infinito, como faço pra virar emo?, a última apresentação dos Beatles, o coeficiente de riqueza da Terra, o número de lugares reservados no Céu ou então a vida besta que tenho levado…

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Estranhamento (Tiago Nascimento)

Eu conheço o chiado dos meus vinis
Eu conheço as orelhas dos meus livros
Eu conheço o quadro negro e meu giz
Eu conheço os sonhos dos meus amigos

Eu reconheço, sou mesmo meio louco
Eu reconheço, desconheço o amor
Eu reconheço quando o muito é pouco
E reconheço, não sei bem o que é dor.

Mas estranho o que me é tão banal
Quem é essa moça ao meu lado?
Seria a esposa revista antes do natal?

Essa vida ‘ta’ muito estranha meu senhor
Não foi assim que sonhei o meu hoje
Estranho, estrangeiro, passageiro, ex-amor.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Envelhecimento precoce (Tiago Nascimento)

Quieto
Quedo-me olhando a lua
Não sou já tão moço, a emoção não vem mais
Aos 23 tudo envelhece
A morte passa a ser inevitável.
Adiar; um dia a mais, que diferença isso faz?

Tiago Nascimento, jesuscristohumano@gmail.com

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Noturno soturno em Saturno (Pensando em Raul) (Tiago Nascimento)

É noite na metrópole silenciosa. Faz um calor saboroso, um leve banho-maria. Depois do novo Acordo Ortográfico, já nem lembro mais como se escreve…
São tantas coisas, o tempo é curto, a vida voa e vice-versa.
O ano já termina. Os alunos ainda não sabem produzir textos. Meus amigos de infância publicam mais um livro, esse sobre ser ou não moderno. Eu não sei mais o que eu sou, se geek, hippie, hipster ou old school. Mas estou casado, já sou pai de família, minha filha nasceu parece ainda ontem, mas foi há meses atrás...
Algumas pessoas podem morrer. Outras já estão morrendo. E tem uma centena de tempestades acontecendo agora ao redor do mundo. Tem um gato miando com fome em algum lugar perto daqui. Existem duas mil estrelas sendo visíveis à olho nu nesse dado momento em qualquer parte não nublada do céu. Deve existir alguma moça bonita esperando alguém ligar. Quem será? Queria não ter uma certeza agora…
Revi amigos, fui a encontros nada furtivos, felizmente ou infelizmente, devido ao caráter monogâmico da minha nova vida. Não que sinta falta, mas parece que o ano passou tão depressa que nem tive tempo de amarrar os cordões do meu sapato novo… É tudo novo, mas são velhos os amigos, são doces os novos velhos beijos e são intensos esses dias que sobrevivo por aqui.
Como Raul dizia, ou quem sabe eu mesmo inventei: “Quando os sinos dobram é por mim mesmo e disso eu sei muito bem”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Seres Humanos (Tiago Nascimento)

Já nasce, Já chora, Já mama, Já olha
Já sorri, engatinha, Já grunhe, balbucia
Já anda, Já morde, Já fala, Já corre
Já brinca, De bola, Já brinca, Lá fora
Já sabe mentir e amor sentir.

Já estuda, Já aprende
Já lê, escreve E entende
Já telespecta, Já namora
Mas o que gosta mais: jogar bola.
Já sabe sentir amor, mas prefere mentir.

Já mente, Já enrola, Já foge Da escola
Já procura liberdade, Não corta o cabelo
Já ouve Rock E demora no chuveiro
Já fuma, Já bebe E palavrões Escreve
Já se alista E trabalha E como adulto Fala.
Se sente amor, não sabe fingir.

Já namora, Se casa E quer Casa
Já trabalha Na fábrica E acha a vida: Muito lógica
Já é pai, Já educa, Se estressa, Machuca
É duro, É forte, Tem medo Da morte
Já comprou Um carro E mudou De trabalho
Já briga Com a esposa, E bebe -Que coisa!
Já casa Os filhos E anda Nos trilhos.
Já se aposenta Já para E nos “findis” Embaralha
Já reclama Da política, Sente medo De polícia
Ainda sabe mentir, mas prefere não mais iludir... ninguém.

Já tem riffs De nostalgia, É avô, Sofre de embolia
Já de muitos males Outros adoece
Já logo porém Reestabelece-se

Só observa A vida E manera A bebida
Já usa Peruca E caduca -Velho biruta!
Já adoece, Já morre, E no céu a Divindade o acolhe.
Já não pode fingir nem tampouco amor sentir.

Já conheceu Deus e pediu pra voltar
Pros seus Pro lado de cá.

Então nasce outra vez E chora de novo
Já mama outra vez, Já olha de novo
Já sorri outra vez, Já engatinha de novo
Já grunhe outra vez, Já balbucia de novo
Já anda outra vez, Já morde de novo
Já fala outra vez, Já corre de novo
Já brinca outra vez, De bola, de novo
Já brinca outra vez, Lá fora de novo
Já sabe mentir e amor sentir mais uma vez.

Já estuda outra vez E aprende de novo
Já lê, escreve outra vez E entende de novo
Já telespecta outra vez Já namora de novo
Mas ainda gosta mais De jogar bola... no play 2.
Já sabe sentir amor, mas prefere mentir mais uma vez.

Já mente de novo E enrola outra vez
Já foge de novo, Da escola outra vez
Já procura liberdade de novo, Não corta o cabelo outra vez
Mas não existem bons Rocks dessa vez...
Ainda se demora no chuveiro outra vez
Fuma maconha agora, E bebe outra vez
E palavrões novamente Escreve outra vez
Já se alista de novo E trabalha outra vez
E como adulto de novo Fala outra vez.
Novamente se estiver a sentir amor, não saberá fingir.

Já namora novamente, Já casa outra vez
E quer como sempre: Casa outra vez
Já trabalha novamente, Noutra fábrica dessa vez
E acha a vida novamente Muito lógica outra vez
Já é pai de novo, Já educa outra vez
Se estressa como sempre, Machucando os seus
E é duro novamente Sendo forte outra vez
Tem medo somente De morrer sem poder
Comprar novamente Um carro. Que belez...a.
Já mudou novamente De emprego outra vez
E briga de novo Com a esposa e as outras três
E bebe novamente - Que coisa! Outra vez?
Já vai casar novamente outros filhos dessa vez
E anda sorridente Nos trilhos outra vez
Já se aposenta novamente Parando aos 53
E nos feriados geralmente Joga damas ou xadrez
Já reclama novamente: De política, mais uma vez
E seu medo premente: Ficar demente de vez
Continua ainda sabendo mentir, mas prefere não iludir... ninguém.

Sofre crises de choro Por ser idoso outra vez
Então de novo vira avô E novos netos amenizam a viuvez
De muitos males novamente Outras vezes adoece
Já logo, porém, de novo, Tudo passa, se reestabelece.
Já usa mais de uma vez Pílulas azuis pro dormente
E caduca de vez. - Velho biruta! E indecente.
Não adoece de novo Mas morre outra vez
Pro túmulo vai seu corpo Mas sua alma, meu Deus!

Já não nasce outra vez
Nem chora, mama, olha ou sorri
Não engatinha, não morde
Não fala ou corre
Não brinca de bola ou re-brinca lá fora.
Não soube viver, melhor nem renascer.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Beijo (Tiago Nascimento)

Sozinho
parece tão grande o apartamento
me sinto abandonado pelo tempo
que teima em passar, sem parar.

Lembro
dos sonhos todos que sonhamos
coisas que juntos planejamos,
mas que ficaram para trás.

Agora
só a solidão me abre os braços
me acolhendo num abraço
do qual não consigo escapar.

Até sei
que a vida ainda continua,
mas sem a presença tua
falta vontade pra viver.

O beijo amargo do sisudo ceifeiro
me arrastará de corpo inteiro
até onde tu estás.

O contato frio desses lábios;
se existe um céu e um inferno
aonde pode me levar?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O menino que queria mudar o mundo (Tiago Nascimento)

Era um vez um meigo menino ladino
um menino pequeno de sorriso "facinho"
tinha um sonho, um belo sonho esse menino.

Queria mudar a ordem estabelecida,
mexer com o status quo da vida.
Era um sonho e tanto, imagina...

Mas o tempo passou, como sempre
e o menino mudou, ficou doente
adoeceu da doença maturidade
formou família, entrou pra faculdade.

E o sonho foi perdendo em detalhes,
foi sobrando nas listas de prioridades
e de tão ínfimo, o menino o perdeu.
A vida tal como é, outra vez a um rebelde venceu...


domingo, 4 de setembro de 2011

Necessário (Tiago Nascimento)

Eu só preciso de um instante
tenho tanto pra falar
nada de importante.
Eu só preciso de um romance
que embeveça o olhar
de todos os passantes.

Triste vida burocrática;
muito a se dizer
poucas as palavras.
Doce agonia monossilábica;
saudades de ser
infante, adolescente ou nada!

Eu só preciso de uma chance!
Quero respirar e ter
prazer de novo.
Eu até aceito um novo romance
ou ao menos ver você
de volta ao jogo...

Tiago Carpes do Nascimento; jesuscristohumano@gmail.com