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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Estranhamento (Tiago Nascimento)

Eu conheço o chiado dos meus vinis
Eu conheço as orelhas dos meus livros
Eu conheço o quadro negro e meu giz
Eu conheço os sonhos dos meus amigos

Eu reconheço, sou mesmo meio louco
Eu reconheço, desconheço o amor
Eu reconheço quando o muito é pouco
E reconheço, não sei bem o que é dor.

Mas estranho o que me é tão banal
Quem é essa moça ao meu lado?
Seria a esposa revista antes do natal?

Essa vida ‘ta’ muito estranha meu senhor
Não foi assim que sonhei o meu hoje
Estranho, estrangeiro, passageiro, ex-amor.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

O Ser e o Viver (Tiago Nascimento)

Viver é isso

Partir e chegar

Encontrar e deixar

Sentir saudade, fome, medo e frio

 

Viver é pensar

Desenhar um futuro

Planejar

Construir castelos na areia do mar

 

Viver é preciso

Sentir pena também

E amar, e sorrir, e ficar

Ser o que faz alguém sonhar

Ser o que faz alguém deixar de chorar

Ser.