A todo tempo
Em todo espaço
Algo que prende-se a pele
Que enlaça-se
Anda de cá pra lá
de sabor agradável
Florescência corporal
Que nos priva do calor visceral
Que nos freia ao ar
Como beija-flor
Que deflora
Que beija e permanece
Consciência íntima
Casualidade interior.
Marcio E. Ochner
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quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O Beijo (Tiago Nascimento)
Sozinho
parece tão grande o apartamento
me sinto abandonado pelo tempo
que teima em passar, sem parar.
Lembro
dos sonhos todos que sonhamos
coisas que juntos planejamos,
mas que ficaram para trás.
Agora
só a solidão me abre os braços
me acolhendo num abraço
do qual não consigo escapar.
Até sei
que a vida ainda continua,
mas sem a presença tua
falta vontade pra viver.
O beijo amargo do sisudo ceifeiro
me arrastará de corpo inteiro
até onde tu estás.
O contato frio desses lábios;
se existe um céu e um inferno
aonde pode me levar?
parece tão grande o apartamento
me sinto abandonado pelo tempo
que teima em passar, sem parar.
Lembro
dos sonhos todos que sonhamos
coisas que juntos planejamos,
mas que ficaram para trás.
Agora
só a solidão me abre os braços
me acolhendo num abraço
do qual não consigo escapar.
Até sei
que a vida ainda continua,
mas sem a presença tua
falta vontade pra viver.
O beijo amargo do sisudo ceifeiro
me arrastará de corpo inteiro
até onde tu estás.
O contato frio desses lábios;
se existe um céu e um inferno
aonde pode me levar?
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