Ela pousou os joelhos mascados pela artrite
Cobriu seus pés cheios de areia
A colcha
de três gerações
Pensou na infância
os tapas das ondas
nos quadris
o beijo
no primeiro namorado
o filho
do único marido
o cesto de roupas no ombro
o pássaro roubando peixe
a ruga nos olhos do filho
que aos sete pediu um irmão
do pai falecido
Um sorriso brotou da lágrima
E quando o céu encheu de flores
Fez-se mar
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O dragão de cera (Sônia Pillon)
Mar revolto. Barcos multicoloridos que balançam com as ondas.
Dragão de cera na areia mágica dos ancentrais. O frio e a chuva não atingem a quentura do meu coração.
Mar que traz, mar que leva... Mar que enleva...
Sopro de saudade carregado pelo vento. Pisadas na areia que a onda dilui. Momento mágico gravado na memória que transcende o tempo e o espaço. Agradecimento profundo da alma.
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