Mostrando postagens com marcador anel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anel. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Um brinde com a mão esquerda (Sônia Pillon)

Esquerda e direita representam os dois lados do observador a partir do centro. Portanto, se manter entre os dois extremos é alcançar o ponto de equilíbrio, certo? Tanto que a frase “O equilíbrio está no caminho do meio” é atribuída a Sidartha Gaumata... Porém, politicamente falando, muitos acreditam que é ficar “em cima do muro”, sem se comprometer...


Mas a verdade é que até na política os posicionamentos extremos, ideologicamente falando, causam transtornos tanto para dominantes como para dominados... A História confirma isso, em todas as épocas e nos cinco continentes.


Associamos o lado direito do cérebro com o pensamento racional, prático, objetivo, e o lado direito, à criatividade, à expressão humana, aos sentimentos e às emoções, e, em síntese, ao coração. Culturalmente, os canhotos durante muito tempo foram discriminados por usarem preferencialmente seu lado esquerdo, apesar de terem, assim como os destros, o comando dos movimentos mais hábeis do lado esquerdo do cérebro.


E é justamente pelo fato do lado esquerdo representar o coração que os noivos passaram a usar a aliança de casamento na mão esquerda... Registros históricos apontam que, por volta de 2800 a.C., os antigos egípcios já usavam um anel para simbolizar o laço matrimonial. Entendiam que um círculo, sem começo nem fim, representava a eternidade da união.


Cerca de dois mil anos depois, os mesmos gregos descobriram o magnetismo, o que acabou influindo também nessa simbologia, por  acreditarem que o terceiro dedo da mão esquerda possuía uma veia que levava diretamente ao coração. Assim, passaram a usar um anel de ferro imantado, para que “os corações dos amantes permanecessem para sempre atraídos um pelo outro”...


Controvérsias à parte, a mesma analogia serve para o costume ancestral de brindar com a mão esquerda. O que pode parecer uma prática incomum para a maioria, mas que é habitual para alguns povos antigos. Aliás, só recentemente soube que levantar uma taça com a mão esquerda faz parte da tradição judaica.


Foi uma surpresa levantar uma taça de vinho com a mão esquerda. Senti uma sensação estranha, uma espécie de excitação, quase infantil, como se estivesse transgredindo algo que eu não sabia definir... A explicação que recebi é que entre os judeus, brindar com a mão esquerda é para equilibrar, como se fossem dois pesos em uma mesma balança...


Pensando bem, hoje é sábado! Esse pode ser um bom motivo para se brindar com a mão esquerda, ou não? Aí é com você...


Sônia Pillon é jornalista e escritora, autora dos sites de literatura Letras et Cetera e Cooperativa de Letras.


sábado, 8 de setembro de 2012

Eu aceito (Thiago Daniel)

Eles se olharam
Por algum tempo
Depois se beijaram

Logo se encontraram
Em um estado
Nada esperado
Era como o céu e o seu lindo sol
E o anel que ele lhe deu
Brilhava
Enquanto na mão dela ele colocava
Então começou
Uma bela canção
Ele a pegou pela mão
Como não devia deixar de fazer

“Vamos dançar”

Eles dançaram a noite toda
Mesmo sem saber
Dançar direito
Ele dava um passo
Ela dava um, dois
Pisavam nos pés
Ambos sem jeito
Mas se quer saber
Levar pisão no pé
Se for pra ser feliz
Até eu aceito